
Estou de volta!
Pense numa viagem maravilhosa. Imaginou?
Pois é, multiplique por três e eleve à quinta potência. Foi tudo de
bom!
No dia em que cheguei revi todas as minhas
primas com seus respectivos. A família estava toda reunida me esperando. Fiquei
emocionadíssima. Como faria prova no dia seguinte, fomos ao cinema ver Se eu
fosse você, um ótimo filme brasileiro. Depois uma parada básica para
lanchar.
Domingo de manhã fui fazer a prova
elaborada pela CESP/UnB, daí você já pode imaginar o que seria. Foram 120
questões além de uma prova subjetiva, para elaborar um ofício seguindo as normas
oficiais de redação.
Deste dia em diante foi diversão total.
Revisitei muitos pontos turísticos da cidade, como você pode ver em algumas das
250 fotos que captei. O ponto alto foi o passeio de lancha pelo lago norte e o
lago sul. As mansões, os hoteis, a casa do Presidente e do ex-presidente, a nova
ponte JK... Ficamos de oito horas sob as águas.
Estava precisando de uns dias assim,
lights, mas não menos interessantes. Coloquei muitas coisas nos
lugares, revi algumas prioridades e estabeleci metas. O ano realmente começou
pra mim. Conviver com pessoas que souberam aproveitar tudo o que Deus lhes deu é
uma graça.
2006 está apenas no ínicio e eu estou em
pleno vapor. Quero engatar uma marcha segura, para manter uma velocidade
constante e manter o ritmo até o fim. Inevitável será sair do circuito social
por um tempo, mas é necessário.
Escrito por Partilhando às 11:25:58
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Fazendo a nossa parte: o que é preciso para melhorar o Brasil em 2006?

Este ano me comprometo a desenvolver em mim mesma um novo estilo de olhar. Procurarei que meu olhar seja mais amoroso, mais pousado, e re-pousado. Olharei procurando realmente ver - e não somente atravessar ou roçar levemente - a natureza, a criação e, sobretudo os outros. Tentarei ver suas qualidades e virtudes por baixo da casca muitas vezes opaca ou mesmo antipática e repugnante de sua aparência.
Procurarei ter um olhar contemplativo que enxergue nas outras coisas e nas outras pessoas ali onde só o olhar do Criador alcança. Procurarei também, neste ano que começa, procurar estender meu olhar além do imediatamente visível. Não apenas ler a letra, mas o espírito das coisas. Ler os sinais dos tempos, ler as mensagens invisíveis a olho nu enviadas pelos que estão angustiados, calados, amordaçados pela opressão, a pobreza e a violência. Prometo manter olhos mais abertos para ver mais fundo e olhar mais longe.
Este ano prometo abrir mais os ouvidos e deter-me para ouvir. Ouvir sem pressa os ruídos da criação que me querem falar da presença divina em seu meio. Ouvir detida e atentamente o que me dizem os lábios alheios, quando falam de vida e alegria, amor e esperança, mas também quando contam tristezas profundas e até inconfessáveis. Ouvir as palavras eloqüentes e os silêncios dolorosos. Mas, sobretudo comprometo-me a ouvir os clamores dos que sofrem: pobres, órfãos, viúvas, estrangeiros, excluídos de toda sorte, que clamam incessantemente com seu falar, mas sobretudo com sua vida.
E para que todo este ouvir não se perca nem seja em vão, comprometo-me a mergulhar com profundidade virgem e intocada, a cada dia, fielmente, no silêncio povoado e habitado da oração, onde sussurra e fala o Espírito, Mestre Interior e Senhor da História. Ali ouvirei o mais importante, na voz que ressoará dentro de mim mesma. Ali "perderei" meu tempo na gratuidade ineficaz que nada produz, mas a tudo transforma. Ali sentirei a força que mantém de pé, o sopro que põe a caminho, a serenidade que faz sentir-se amado e que permite realmente amar.
Este ano prometo tratar meu corpo com carinho e misericórdia. Cuidar da saúde e da vida. Não deixar que o excesso de trabalho me rompa e me destroce nervos e forças. Dar importância aos exercícios físicos que mantêm o corpo ágil para saltar e abraçar as oportunidades de crescer e servir. Permitir-me momentos de lazer e gratuidade. Estar com a família, sentar no chão e brincar com as crianças, passear a pé olhando as árvores, mergulhar na água e sentir sua carícia refrescante percorrendo a pele. Acordar mais tarde e sem culpa nos fins de semana, voltar para casa nos dias úteis em tempo hábil para refazer as forças para o dia seguinte. Estar com a mente mais fresca e disponível para ver, ouvir e captar o que a vida e os vivos querem dizer-me.
Este ano prometo lutar para não deixar que o desânimo e o desalento tomem conta de mim e se transformem em amargura com gosto de fel em minhas entranhas. Prometo tentar humildemente aprender com os erros e as decepções do ano que passou, acreditando que este aprendizado será capaz de ajudar-me a construir uma visão mais lúcida e, sobretudo um agir mais adequado. Prometo lutar tenazmente para não deixar que a fuga na alienação ou na ingenuidade tome conta da leitura que faço e farei da vida e do mundo e sobretudo dos acontecimentos à minha volta.
Prometo continuar lutando pela paz e o desarmamento apesar da vitória do NÃO no infeliz referendo do ano passado. Prometo continuar acreditando que é importante votar e fazer política apesar das decepções com o cenário político brasileiro que povoaram de forma cruel os sombrios dias de 2005. Prometo continuar acreditando que um outro mundo é possível e que a humanidade é muito melhor do que parece ser, já que há pessoas que a todo o momento estão dando a vida pelos outros, mas não são notícia de jornal, enquanto as tragédias e genocídios o são. Este ano, em suma e acima de tudo, prometo continuar a acreditar, e acreditar mais que nunca no amor. Acreditar que o verdadeiro amor existe e que só o amor é digno de fé. Amor que não se constitui apenas de palavras fugazes e efêmeras, mas se visibiliza "em atos e em verdade". Portanto, este ano, prometo abrir-me ao amor e recebe-lo gratamente de braços abertos. E prometo também, o mais possível e de todas as maneiras, amar sem retorno e sem descanso.
* Maria Clara Lucchetti Bingemer, teóloga, professora e decana do Centro de Teologia e Ciências Humanas da PUC-Rio. É também autora de "A Argila e o espírito - ensaios sobre ética, mística e poética" (Ed. Garamond), entre outros livros.
Escrito por Partilhando às 18:40:05
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Minha infância querida
Tenho que reconhecer mais uma vez, a tecnologia é incrível. A mais nova felicidade proporcionada foi o reencontro de uma amiga de infância que tinha se perdido no tempo. Eu já tinha feito todas as busca possíveis, perguntado por ela a quem conhecia, mas não a encontrava.
Até que ontem fui surpreendida com ela, a própria, mandando-me notícias. Radiante, rapidamente eu respondi com a felicidade em palavras. Trocamos saudades e a certeza de não mais perder o contato, até porque estamos mais perto do que eu poderia imaginar.
Como ela mesmo disse, estamos começando muito bem 2006, com belíssimas novidades, ótimas surpresas. Afinal, a saudade é um lugar que só chega quem amou.
Escrito por Partilhando às 18:34:52
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